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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

"Não nos FODAM que somos pobres"

Depois disto só uma coisa me vem à cabeça: ao contrário do que diz Saramago no Memorial do Convento não é Lisboa que mastiga mais com um lado da boca mas é o País que mastiga apenas com os dentes da frente. Se o PIB nacional fosse igual ao da região de Lisboa não seriamos miseráveis.

Para compensar, os Serviços Centrais (para não dizer a merda do governo e os filhos da puta que compõem tão pestilento órgão colegial), além de não ajudarem ainda estorvam. Preferia ser deixado à minha sorte do que ter de mandar a pouca riqueza que ainda cá há para um lugar que, apesar de pessoalmente me dizer muito, culturalmente não me diz nada.



É isso que “Lisboa” (que aqui representa o Governo Central) significa para quem está nesta zona. Um lugar que nos Rouba e que nos fode a, já de si má, vida que temos. Lisboa é para Trás-os-Montes o lugar que aloja uma peçonha de tal modo grande que de bom grado tiraríamos à bala ou à machadada.



“Auxílio ao desenvolvimento”… deixem-nos viver e não nos lixem. Os textos técnicos dizem “Os prejuízos causados a nível local só são equilibrados pelos benefícios a nível nacional” e aparece um primeiro ministro a dizer que é bom… Só se for para construir o “País mais pobre” que ele pediu no ano passado.

Imagem gentilmente furtada no Blasfémias.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Pare, escute, olhe - trailer

Um excelente documentário.

sábado, 3 de outubro de 2009

Pare, Escute, Olhe


Jorge Pelicano

Portugal, 2009, 80’

Dezembro de 1991: uma decisão política encerra metade da linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. 15 anos depois, essa sentença amputou o rumo do desenvolvimento, acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal. Agora, o comboio é ameaçado por uma barragem. Pare, Escute, Olhe é uma viagem através de um Portugal esquecido, vítima de promessas políticas oportunistas.


18 OUT – 23h00, LONDRES – 2

19 OUT – 18h30, CULTURGEST - Grande Auditório
(Ver aqui também. E aqui.)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Adaptando uma piada

Ao que parece na barragem da foz do Tua a produção de energia será apenas de apenas 0,05% das necessidades do consumo nacional de electricidade, se eu me fosse casar com base numa probabilidade de 0,05% de fidelidade deixava que me chamassem Berlusconi.

A piada original está no programa da semana passada, esta semana um dos pontos altos é a explicação da crise financeira às crianças.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Reportagem especial SIC - Fim de Linha

(Alturas em que eu maldigo Afonso I, João IV e essa malta toda - leiam isto cum grano salis porque cada vez que discuto isto fico doente).




Orgulho-me de ser Transmontano e envergonho-me de ser português! Ter um governo de merda, com pessoas merdosas (algumas, principalmente as eleitas - atenção, eu sou democrata) que apenas estão no poder para se governar não pode causar em mim nada mais do que repulsa. O debate baseia-se não na geração de soluções mas na criação de distinções, mesmo que estas sejam más. Há cada vez mais dificuldade em distinguir a respublica da coisa privada. O uso do poder para favorecer o clã é cada vez mais notório. Com muita dificuldade me custou a acreditar que voltámos ao século de Eça. Hoje acredito nisso!

Estou cada vez mais triste com este país que não consegue deixar de ser uma miséria porca fomentada pelo estado. Então ó Sr. Luís Vaz, a linha não tem valor turístico? Não peço vergonha, apenas bom senso!

domingo, 28 de junho de 2009

Vale do Tua: um crime lesa-património

Uma decisão que representa o expoente máximo da mediocridade, estupidez e imbecilidade que nos governa

Por Alberto Aroso no Público de hoje (28 de junho de 2009).

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Não esquecer

A barragem da Foz do Tua situa-se numa "Zona de Perigo de Ruptura de Barragem" numa zona em que os pedregulhos das encostas podem cair e onde podem ocorrer sismos de escala 6.0. Estes fenómenos serão “potenciados pela incrustação da água nas pedras das encostas e os efeitos devastadores de um cismo serão maiores nas áreas afectadas pela infra-estrutura”.A Declaração de Impacto Ambiental é favorável condicionada. Dizem que vão lá pôr sismógrafos de alta precisão… Como os sismos não se prevêem irão conseguir medir a intensidade do sismo que rebentar com aquela porcaria.

E pronto, daqui a uns anos, se acontecer alguma coisa, quem cá ficar que enterre os mortos e reconstrua as casas… se quiser.



(Notícia tirada daqui).

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pessoas com...

...bom senso!

Fico azul só de pensar que a DIA foi favorável!

(A minha opinião sobre o assunto está na etiqueta "LINHA DO TUA").

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Duas…

…belas fotografias!

Deixem-me tentar (ou, se calhar a minha vocação não é esta, a da escrita!)

Hoje contaram-me esta história:

Muitos séculos após o cativeiro de Prometeu, Dioniso fez um pedido a Hefesto. "Conheço uma terra, há muito esquecida pelos deuses nossos pares e pelos homens, ela está cheia de homens bons, pios e simples, apesar da sua dura cerviz. Sofrem todos os dias do esquecimento dos seus e do isolamento causado por intransponíveis montanhas. Homens de bom coração que produzem os frutos que são usados nos meus dilectos banquetes e oferecem libações como ninguém o faz na terra. Rogo-te que pegues no ferro que usaste para prender o Titã, ferro indestrutível, e construas com ele uma estrada. Esses homens usarão essa estrada para acabar com o seu isolamento." Deméter que ouvia esta conversa entrou no palácio de Hefesto e, secundando Dioniso, pede-lhe para que forje uma máquina na qual possa transportar os seus dons e as azeitonas com que a virginal Atena favoreceu aquele sítio!

Hefesto acede a tais pedidos e constrói esse caminho no qual põe a circular um carro, também ele de negro ferro, alimentado com fogo da sua forja mais veloz que os cavalos de Apolo que atira ao longe. Sabendo que esses homens são bons e tementes constrói-a no sitio mais belo que se possa imaginar. Rompe as pedras dos montes à beira de um Rio e pede às suas ninfas que velem pela estrada.

Durante muito tempo as pessoas viveram felizes com esta dádiva dos deuses que são para sempre.

Um funesto dia as Erínias pavorosas, quando conheceram tal prodígio, pensaram em destruí-lo porque aqueles homens apesar de tementes aos deuses eram orgulhosos, não se prostravam perante os do hades e recusavam todas as servidões. Apareceram ao senhor daquela terra e com negros venenos impeliram-no a destruir aquele caminho. Como não pudesse destrui-lo, o senhor daquela terra mandou que se fechasse o rio com grandes muralhas, inundando assim o caminho e apagando a chama ardente da máquina de Hefesto.

Tentam hoje construir essa muralha apesar de saberem que o fogo de Hefesto arde debaixo do chão onde ela é fundada, que o rio que eles tentam aprisionar se enfurece contra a jaula e que o Povo que lá mora voltará, descontente, ao antigo isolamento. Mas as Erínias contentar-se-ão, elas que sempre invejaram a beleza daquela terra e o coração daquela gente.

sábado, 18 de abril de 2009

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Formas de criação de riqueza sem destruir a natureza e o património edificado

Parece que nos EUA desmontam barragens em sítios como o Tua. Descobri isso aqui!

(Texto e imagens de José Romão Licenciado em Biologia pela Universidade de Coimbra Mestre em Ciências Biológicas pela Wayne State University, Michigan, EUA Doutorado em Genética pela Purdue University, Indiana, EUA)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

MCLT - Carta aberta ao MOPTC

Incompetência, Negligência ou Má-fé

Exmo. Sr. Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações

Exma. Sra. Secretária de Estado dos Transportes


A calamitosa política de transporte seguida para as Vias Estreitas (VE) do Douro nas últimas três décadas atingiu o ponto de ruptura. A falácia do prejuízo nestas vias-férreas, mesmo tratando-se de um serviço público a manter para bem da solidariedade e coesão social, e malgrado a forma danosa como têm sido administradas, esquece convenientemente os desastres financeiros da Carris e dos Metros do Porto e de Lisboa, averbando respectivamente prejuízos crescentes na ordem dos 18, 150 e 160 milhões de euros, suportados por todos os portugueses, do Litoral ao Interior e Ilhas.

O fundamentalismo do alcatrão culminou na imobilização de todo o país em Junho de 2008, face à dependência do petróleo e da rodovia, assistindo-se a uma escassez de víveres preocupante numa questão de dias, enquanto apenas 3% das mercadorias é transportada por via ferroviária. O favorável panorama petrolífero actual é passageiro, e será agravado pela imposição das chamadas taxas ecológicas, com impactes muito pesados para o transporte rodoviário de mercadorias. (Continua...)

sábado, 4 de abril de 2009

Apatridia

Revejo estas imagens e vou pensando. É nestas alturas, em que vejo palhaços que não conhecem, não sabem nem estudam as decisões e querem encerrar uma região deprimida numa depressão mais profunda, que penso: "Português eu?... Não, sou apátrida!

Pertenço à gente que nasceu no meio das fragas, que apesar de ser gente dura é diariamente achincalhada por farsantes!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Alguns vídeos da linha do Tua




Espero que a última imagem não seja um mau augúrio para Trás-os-Montes apesar de imagens como esta fazerem, cada vez mais, parte da paisagem!



O Jornalismo (?) em Portugal

Aqui vai o comentário a esta notícia. Deixo-o aqui porque foi rejeitado pelo site, um acto interessante que me revela mais sobre a seriedade do jornalismo em Portugal!
Sim, são os mesmos que atiram pedras à justiça!

Esta notícia está escrita de maneira esquisita. Diz aquilo que não diz e insinua o que não chega a dizer!

Diz-se que “ao contrário do que tem sido veiculado, os quatro acidentes com outras tantas mortes, nos últimos dois anos, não são casos isolados ao longo dos 120 anos desta ferrovia”. O problema é que o que foi veiculado foi que não houve acidentes como os dos últimos anos.

Um rebentamento de pólvora de um fogueteiro parvo, não se assemelha aos descarrilamentos dos últimos anos. A morte de Abílio Bessa não ocorreu, também, por falta de segurança na linha assim como “em 1961, o embate do comboio numa camioneta fez mais um morto e dois feridos” é falha humana e não prova da inviabilidade ou falta de segurança da linha, prova… falha humana!

E os outros oito mortos que faltam? Teriam morrido porquê? Sabem ou dizem o que é considerado como acidente? Há umas semanas a linha amarela do Metropolitano de Lisboa esteve a manhã toda sem funcionar, por causa de um acidente com uma "vítima" mortal!

Para além de, claramente sem querer, dar razão àqueles que defendem o melhoramento da via que tem sido deixada à degradação esta notícia vem sugerir que se feche o IP4, claramente mais mortífero do que a linha do Tua.

Qual será o interesse desta gente?

Fica aqui uma viagem de quem gostou: