sexta-feira, 30 de maio de 2008

Nome para uma qualquer série deprimente de canal privado

"Os meus conhecimentos de Família são uma (des)animação"

PS: e os de Sucessões também.

Mal agradecido (ou Das ideias que tenho no WC).

Agradeço ao Filósofo que me disse que eu sou um camelo, que deveria destruir tudo como o leão, para a seguir me transformar em criança.

Agradeço-lhe porque matou o Deus omnipresente e me deixou traçar o plano da minha vida, apesar de sujeita á replanificação por causa das suas vicissitudes.

Agradeço-lhe porque me livrou do medo do inferno e das suas penas, do padre e das almas do outro mundo.

Contudo deixou-me sozinho, sem um omnipresente confidente, e com pavor ao fim da vida.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O que vem à cabeça de um homem:

Coisas que José Sócrates não pode fazer…

Cometer crimes específicos de engenheiro.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Será?

"…la philosophie n'est qu'une poësie sophistique."

Montaigne

"… a filosofia serve para encobrir o caos e criar o cosmos"

Ortega y Gasset

Se as coisas continuarem assim...


segunda-feira, 19 de maio de 2008

Caminhar para o nada

Demonstra-nos Aurélio Agostinho que o Passado não existe, é apenas memória, já acabou, o Presente não tem extensão e o Futuro não existe.

É esta a estrutura do tempo. Quem por cá vive terá de aspirar a mais do que isto, temos de aspirar a mais do que o tempo uma vez que o tempo conduz ao nada. Aspiremos ao espírito, aspiremos ao perfeito, ao eterno (que nós enquanto seres finitos não podemos compreender nem conhecer porque não temos, nem podemos encontrar, termo de comparação, assim o dizia Nicolau de Cusa).

Pois bem, se nos agarrarmos à ideia de eterno não caminhamos para o nada. E se mesmo acreditando Nele para o nada continuarmos a caminhar?

Deixem-no lá que ele enterra-se sozinho

Não percebo porque é que o bastonário da OA ataca a ignorância dos estudantes de Direito ou dos estagiários que tentam aceder à Ordem. Pelos vistos é ele que não percebe opções básicas de política criminal e de direito penal, como se demonstra aqui. Primeiro mostrou aos estagiários, aos estudantes de direito e aos advogados que carece de alguma sensibilidade e conhecimento. Agora o homem começa a mostrar ao resto da sociedade a massa de que é feito. Em lhe acabando de passar o momento mais populistazeco então é que vai ser…J

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Das causas

Sócrates só fumou no voo para Caracas porque se esqueceu do critério do pavilhão.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Quem fica contente com o “acordo” ?

Alguns miúdos do básico e do secundário é claro.

Senão vejamos:

"- A stôra vai deixar de nos dizer que ke se eskrevem com q e c porque o K já faz parte do nosso decionário."

"- Pá tipo, inda tenho esperança pá, que, tipo, a palavra isso se passe a escrever, tipo num futuro acordo, tipo, ixo. É que dá bué da trabalho escrever com dois s."

Parece-me mal

Já há muito tempo que queria escrever isto:

Mas que raio de ideia é essa de querer uniformizar por decreto a escrita de uma língua.

Que porcaria é essa de eu agora ir ter de ler autores como se os livros tivessem sido escritos por brasileiros que não sabem escrever ou portugueses que fugiram à escola primária.

Expliquem-me:

A língua e a maneira de a escrever não é fruto de uma evolução histórica?

Não é ela compreensiva?

E agora? Vão cristalizar a forma de escrever?

Têm sido escritos óptimos textos contra esse "acordo" aqui. É só procurar.

A quem compete o quê?

Será a ASAE que vai fiscalizar a aplicação do novo "Acordo Ortográfico".

terça-feira, 13 de maio de 2008

Quero um destes no Natal

Berlim, 13 Maio (Lusa) - O Centro Alemão de Aeronáutica e do Espaço colocou hoje em funcionamento o computador mais rápido da Europa, que está ligado a um sistema de simulação aérea e é capaz de realizar 46,6 bilhões de operações por segundo.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Um 0 a Sucessões: o Céu é o limite

Para um bom desempenho a Direito das Sucessões dá jeito um GPS para descobrir o mapa da partilha.


Se bem que o Google Hearth desenrasca.

domingo, 11 de maio de 2008

Um 0 a sucessões

Da colação

Andam hoje muitos "futuros" juristas atormentados por não perceber o modo de funcionamento da colação.

Aqui vai uma explicação sucinta que vai fazer toda a gente compreender tudo sobre esta matéria:

A colação é quando uma pessoa deixa cair, por exemplo, um prato e ele se parte.

Quando pega nos cacos e se juntam com cola está-se a fazer a colação…

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Homo homini lupus

Penso que terá sido Ludwig Feuerbach (tenho de confirmar) que terá dito que o sistema de Adam Smith era mais perfeito que todos os sistemas uma vez que não pretendia mudar o homem mas usava todas as suas imperfeições para o tornar mais perfeito.

Em teoria, e seguindo o raciocínio do inglês mas indo para além dele, se todos formos leais, verdadeiros… Podemos confiar uns nos outros e reduzir custos (custos de busca por exemplo, podemos reduzir custos na contratação, reduzir custos resultantes das assimetrias de informação. É necessária, por exemplo, a prestação de informações verdadeiras sob pena do aumento do risco nas relações contratuais que levará (ceteris paribus) ao aumento dos custos associados à tomada de uma decisão (aumento do custo dos serviços e do juro por causa de fenómenos como a selecção adversa e o risco moral ou Moral Hazard)). Temos todos a ganhar se formos "boas pessoas" e se formos "racionais" vamos sê-lo. (Também sei que a ideia de perfeita racionalidade do homo economicus é historicamente datada).
Na prática, porém, cada vez mais é necessário punir para que as pessoas se ajudem umas às outras. A emulação decorrente da concorrência torna-nos maus de modo a querermos ganhar a qualquer custo. Esquecemos o significado da palavra solidariedade. Só um tolo com pouca ambição terrena ou um génio que não se sinta ameaçado pela concorrência (há mais pessoas mas dá para entender a ideia) é que pensa naquilo a que Lévinas dá o nome de responsabilidade pelo outro. A concorrência faz com que nos devoremos uns aos outros, mas também perece ser uma das fontes do progresso tão rápido do mundo de hoje. Esperemos que esta aceleração não seja, como dizia Baptista Machado, igual à do resvalar da água para o abismo.

Why must we kill our own kind?

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Das descobertas “(r)evolucionárias”, da “meta-abdução” e do saber especializado.

ou constatações de outros que me fazem inchar mas não trazem nada de novo...

É verdade que um Homem não sabe e nem pode, com o seu saber, abarcar todas as matérias.

Não é mentira que, por causa disso, os homens se especializem num ramo de investigação.

Por isso cada um se apoia na investigação de outro (de outro ramo do saber) para prosseguir a sua busca.

Cada um está condicionado, por isso, à condensação e explicação das matérias feitas por outros (Huxley…).

Somos "imbecis" na medida em que precisamos de um apoio para sustentar as nossas acções e teorizações naquelas que outros fizeram (Savater).

As grandes revoluções baseiam-se num raciocínio de meta-abdução (Eco).

Como ninguém consegue abarcar todas as áreas do saber, as "revoluções" vão-se tornando sectoriais. E mesmo nos sectores em que ocorrem aqueles que as conseguem levar a cabo baseiam-se nas investigações de outros.

(…)

Será que os juristas não se preocupam demasiado em "descodificar" os actos normativos e se esquecem de filosofar?

Será que nos "ficamos demasiado pela rama" (Fernanda Palma) e não somos amigos da sabedoria (António Hespanha)?

Teremos sequer tempo para o fazer?

E quando o fizermos, será que ainda vamos a tempo? (Há-os que se calhar vão mas eu sou um caracol).